Enem 2026: reaplicação é prevista em 39 locais após falta de luz
Segundo o MEC, 4.359 candidatos foram eliminados no primeiro dia do Enem 2026. MEC O primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, realizado nest...
Segundo o MEC, 4.359 candidatos foram eliminados no primeiro dia do Enem 2026. MEC O primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, realizado neste domingo (8), teve problemas de falta de energia em 39 locais de prova. Segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini, 36 desses locais ficam no Rio de Janeiro, dois no Amapá e um em Minas Gerais. O Ministério da Educação (MEC) prevê a reaplicação do exame para os candidatos afetados (VEJA MAIS ABAIXO). COBERTURA EM TEMPO REAL - Acompanhe todas as novidades sobre a prova MODELO DE REDAÇÃO - Veja exemplo de redação sobre 'A valorização do SUS' SIGA O g1 ENEM - Acompanhe nosso canal no WhatsApp As ocorrências foram registradas em meio aos temporais e ventos fortes que atingiram o Rio de Janeiro desde sábado (7), provocando interrupções no fornecimento de energia. Em Santa Catarina, outros dois locais de aplicação, nos municípios de Seara e Canoinhas, precisaram ser alterados devido aos danos causados pelas chuvas em escolas do estado. Segundo o ministro, essas mudanças foram comunicadas aos estudantes antes da realização das provas. A reaplicação está marcada para os dias 15 e 16 de dezembro. Para participar, os candidatos afetados deverão fazer a solicitação entre 16 e 20 de novembro, pela Página do Participante, apresentando documentos que comprovem o problema. Enem 2026: Reaplicação das provas será em dezembro Além de situações como falta de energia e outros problemas logísticos, também podem solicitar a reaplicação os estudantes acometidos por doenças infectocontagiosas previstas no edital. Os pedidos serão analisados individualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Apesar dos problemas, Barchini afirmou que o primeiro dia de aplicação ocorreu sem grandes intercorrências. Durante uma coletiva de imprensa, o ministro contou que recebeu uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por volta das 18h30, quando apresentou um balanço preliminar da realização das provas. Segundo o MEC, 4.359 candidatos foram eliminados no primeiro dia. A taxa preliminar de abstenção foi de 32%, enquanto 68% dos inscritos compareceram aos locais de prova. O ministro afirmou que o percentual de ausentes ficou um pouco acima do registrado no ano passado (27%), o que já era esperado devido à ampliação das inscrições automáticas de estudantes da rede pública. Enem 2023: locais de prova são alvo de reclamação de candidatos Luis Lima Jr/Fotoarena/Estadão Conteúdo Barchini ressaltou, porém, que os números ainda são preliminares. Segundo ele, as informações de alguns estados continuam sendo recebidas e devem ser consolidadas ao longo da semana. Um balanço mais preciso da abstenção será possível após o segundo dia de provas, marcado para 15 de novembro. Ao todo, o Enem 2026 teve 5.053.921 inscrições confirmadas, com provas aplicadas em 1.901 municípios, um número inédito. A operação mobilizou mais de 596 mil profissionais, distribuídos em 14.868 locais de aplicação e mais de 184 mil salas. Mais estudantes da rede pública Barchini também destacou as novidades desta edição, que busca ampliar a participação dos estudantes que estão concluindo o ensino médio na rede pública. Entre as mudanças estão a inscrição automática desses alunos e a ampliação dos locais de aplicação. Segundo o ministro, mais de 85% dos estudantes fizeram a prova na própria escola em que estudam. O número de concluintes da rede pública inscritos chegou a 1.969.372, o equivalente a 39% do total de candidatos. A estimativa inicial do MEC é que cerca de 250 mil estudantes a mais desse grupo tenham feito o Enem em comparação com 2025. A expectativa é que a participação dos concluintes da rede pública chegue a aproximadamente 65%, contra 53,8% no ano passado. Os números definitivos, porém, ainda serão consolidados pelo Inep. Pela primeira vez, o Enem também será utilizado para avaliar a qualidade da educação básica brasileira, substituindo a avaliação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) aplicada aos estudantes do terceiro ano do ensino médio. Segundo Barchini, a mudança foi articulada com as secretarias estaduais de Educação e permitirá uma análise mais ampla da aprendizagem. Isso porque, enquanto o Saeb avaliava principalmente conhecimentos de português e matemática, o Enem abrange as quatro áreas do conhecimento. O ministro afirmou que a iniciativa permitirá ao governo obter um diagnóstico mais preciso da educação brasileira e contribuirá para a elaboração de políticas públicas voltadas à melhoria do ensino. Barchini também classificou a edição de 2026 como a mais inclusiva da história do exame. Segundo ele, mais de 40 mil candidatos com algum tipo de deficiência participaram das provas, e houve ampliação dos atendimentos especializados. Neste domingo, os participantes responderam a 90 questões, divididas igualmente entre Linguagens e Ciências Humanas, além de produzir uma redação sobre a valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) como direito universal. O segundo dia de provas está marcado para o próximo domingo (15), com 45 questões de Matemática e outras 45 de Ciências da Natureza.